
Durante seis meses, nosso aluno de Inglês que também já cursou o Francês, Gabriel Fukamatsu em um gesto nobre de amor ao próximo prestou toda assistência necessária na área da saúde aos moradores da província de Ambovombe, na ilha de Madagascar.
Fisioterapeuta por formação, ele vivenciou uma comunidade enfraquecida pelas más condições de saúde, higiene, além da fome que ronda o país.
Confira abaixo a entrevista com Gabriel, onde relata sua experiência no continente Africano, além de algumas curiosidades.
As aulas da Giuliani com foco na conversação foi importante para conseguir se comunicar?
Gabriel Fumakatsu – Com certeza, desde os primeiros contatos fora do país. Nos aeroportos onde fiz duas escalas, nos hotéis não tive dificuldades em me comunicar já que na escola tive aulas com foco em aeroporto, comidas, bebidas, trabalho, etc… Então já estava preparado para conseguir me comunicar.
Como foi a adaptação no país?
Gabriel Fumakatsu – O primeiro contato foi bem difícil por ser um país pouco desenvolvido deste a estrutura, moradia, alimentação, materiais para o trabalho, entre outros. Mas com o tempo foi ficando mais fácil e no final já me sentia em casa.
Como você encontrou a Fraternidade sem fronteiras?
Gabriel Fumakatsu – Através do meu pai que já era voluntário e acabou me apresentando a ONG.
Como veio à ideia de ir voluntariamente para Ambovmber?
Gabriel Fumakatsu – Em novembro de 2018 fui a um congresso em São Paulo onde a doutora Janaine ( medica responsável em Madagascar ) me apresentou sobre a ação “amar Madagascar” onde conheci todas as necessidades do pais. Ao termino da apresentação ela me fez o convite para estar indo, foi ai que decidi aceitar.
O quanto foi benéfico esse tempo de trabalho voluntário?
Gabriel Fumakatsu – Foi a maior experiência da minha vida, tanto profissional por ter atendido pacientes bem mais graves do que encontramos no Brasil e praticamente sem nenhum material. O crescimento pessoal é uma experiência que todas as pessoas deveriam ter algum dia pra ver que o mundo não é do jeito que a gente conhece
Vivenciou alguma situação diferente ou engraçada com relação ao idioma?
Gabriel Fumakatsu – O idioma local é o malgaxe, porém eu tinha um tradutor que falava inglês e francês.
Através do inglês e do francês o meu tradutor me ensinou o malgaxe, então no meu quarto/quinto mês, eu já conseguia falar com os malgaxes sem o tradutor, ou seja, acabei aperfeiçoando o meu inglês e francês, além de aprender um novo idioma.
Pretende ir para o exterior novamente? Com qual propósito? ( Passeio, trabalho voluntário ou intercâmbio)
Gabriel Fumakatsu – Pretendo ir novamente tanto para fazer mais trabalhos voluntários e pra passear um pouco também, já que nessa ultima viagem eu praticamente só trabalhei.
Como foi a preparação para a viagem, tirar passaporte e o visto?
Gabriel Fumakatsu – Foi bem tranquilo, como o passaporte eu já tinha, só precisei renovar o que é muito fácil e rápido. O visto eu consigo na entrada do país, o problema em Madagascar é que o visto para ficar no país tem dois meses de validade, então de dois em dois meses precisava me deslocar até o aeroporto para fazer a renovação.
Teve alguma dificuldade com alimentação? Se sim, quais?
Gabriel Fumakatsu – No começo foi bem difícil a alimentação, como não tínhamos energia elétrica no alojamento, não havia geladeira, como em todo país. Nossa alimentação era basicamente: arroz, mandioca, batata, ovo, tomate e vez em quando algum legume diferente.
Por falta de refrigeração, era inviável consumir qualquer outro tipo de proteína como: carne, peixe, frango, etc. A alimentação continha muito carboidrato e pouca variedade, mas depois de um tempo me acostumei a isso também.
Texto: Felipe Abrahão
Arte: Felipe Espinosa
