
O sonho de vários brasileiros é ter a oportunidade de fazer um intercâmbio, seja de curta ou longa duração. Uma experiência no exterior traz novos hábitos, afeiçoamento de um novo idioma, bagagem cultural, entre outros fatores. Enfim, a vida nunca será a mesma.
Hoje, o blog da Giuliani Language Center bate um papo com o aluno de Inglês e Espanhol, Tiago Biscassi, que em 2016 em meio as férias do trabalho, teve a oportunidade de ficar 1 mês em Dublin – Irlanda, estudando na Delfin English School. Confira!
As aulas da Giuliani com foco na conversação foi importante para conseguir se comunicar?
Tiago Biscassi – Com certeza, as aulas foram bem orientativa. A Conversação em si foi muito útil já no avião, toda a tripulação só comunicava em inglês ou espanhol, então como escolher a comida ou pedir bebida em um voo de 12 horas, ali eu já tive que me virar.
Peguei o avião no aeroporto de Guarulhos em São Paulo e fiz conexão em Madri (Espanha), ao desembarcar em Madri foi outro desafio, para onde ir, seguir as placas, pedir informação, passar no free shop, comprar comida, nessas horas as aulas me ajudaram muito. Quando cheguei à Irlanda, tive que passar pela Imigração e eles fizeram muitas perguntas, detalhe, eu estava sozinho, sem internet, apenas com um livro guia e meus conhecimentos que praticamos em sala.
O que o intercâmbio trouxe de benéfico para você?
Tiago Biscassi – Eu digo que tive experiências positivas e negativas, porém todas válidas, faria tudo de novo, por mais que eu escreva palavras não conseguem transmitir a emoção de estar vivenciando uma experiência fora do seu país de origem, por isso eu recomendo e se tiver a oportunidade, faça o intercambio!
Posso colocar alguns pontos benéficos: Independência, liberdade, amizade, dar valor a pequenas coisas que temos aqui e lá faz muita falta, além de saber que você é capaz de várias desafios.
Pode dar alguma dica para quem quer realizar o primeiro intercâmbio? O que faria de diferente?
Tiago Biscassi – Se for sua primeira viagem fora do país, faça com uma agência de sua confiança, assim ficará tranquilo e não terá surpresas durante a viagem.
Outra dica, não pense muito! Eu tive uma oportunidade e aproveitei, fiquei com medo de assumir o compromisso e fazer isso sozinho, mas não me arrependi e faria tudo de novo.
Como foi a adaptação no país?
Tiago Biscassi – Em Dublin obtive ajuda do consultor de viagem que me auxiliou apresentando a cidade, moradia, escola, mercados e etc… Então em Dublin foi tranquilo, minha dificuldade mesmo foi fora da Irlanda, nesse 1 mês que fiquei fora do Brasil, consegui conhecer 6 países, aproveitava final de semana, feriado e até conexão de voo aproveitar.
Pontos críticos: chegar ao aeroporto e saber onde compra o bilhete do ônibus, onde fica o terminal, pegar metrô, saber qual estação pegar, onde descer. Por isso, estudar o mapa do metrô é importante, ainda mais que no interior não estamos acostumados.
Visitou outros países além da Irlanda? Quais?
Tiago Biscassi – Sim, França (Paris), Inglaterra (Londres), Itália (Roma), País de Gales (Holyhead), Espanha (Madri).
Algumas dessas viagens não estavam no escopo, mas pude conhecer outros brasileiros e juntos fizemos alguns passeios. Isso é muito comum nos intercâmbios.
Pretende realizar outro intercambio? Se sim, para qual país?
Tiago Biscassi – Não digo intercâmbio, mas viagens para fora do país a passeio com certeza, estão nos planos: Chile, Tailândia, Grécia, EUA, Cancún, Peru.
Final de Maio iria para o Chile, mas devido a pandemia COVID-19 tive que adiar, sem previsão de data.
Houve alguma situação curiosa ou engraçada que gostaria de relatar?
Tiago Biscassi – Muitas situações, eu perdi voo de Dublin para Paris porque fui à balada no dia anterior e não consegui acordar na hora para pegar o avião, depois deu certo de pegar outro voo.
Cheguei a perder passaporte e minha carteira em Londres, caiu da minha mochila dentro do ônibus e não lembrava como falava “carteira” em inglês, que seria “wallet”, nunca mais esqueço essa palavra. Tive que improvisar dizendo “I lost my money” e fazia mimica colocando a mão no bolso, foi uma cena hilária e os seguranças demoram para entender, mas por fim deu certo, achamos e estava tudo lá.
Outra situação foi quando alugamos um carro no aeroporto, eu e meus colegas de casa (todos brasileiros, ninguém sabia falar muito bem inglês), foi na base do improviso também, tínhamos em mente que o aluguel ficaria em torno de 20 Euros e ficou 100 Euros e ninguém entendeu tal diferença, deduzimos que poderia ser do seguro, mas tentamos conversar e não rolou, alugamos mesmo assim, fomos para Cliffs of Moher. Detalhe, na Irlanda a direção do veículo é invertida, então as ruas, direções, sentidos são invertidos. No final tínhamos que devolver o carro com tanque cheio e para abastecer o carro é você mesmo que abastece. E depois de 5 dias aquele valor “extra” que foi cobrado, foi estornado no cartão de credito, mas são situações na hora que você fica sem saber e convertendo euro para real a diferença é bem alta.
Já aconteceu também de eu sair para caminhar/ correr e explorar a cidade (Dublin) e no caminho ficar sem bateria no celular e no power bank, pois você fica com waze ligado, foto e vídeo a cada minuto, bateria não aguentou, não sabia qual era a minha localização, onde estava e para voltar, como faria? Fui perguntando como chegava até a avenida principal do centro, que era a rua da escola, pois dali eu sabia voltar para casa e deu certo.
